quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Os 90 minutos de Ronaldinho em sua estreia pelo Fla


Atrás do gol defendido por Felipe, nas arquibancadas do setor sul do Engenhão, mais de 10 bandeiras com o rosto dele. Nos setores leste, superior e inferior, um imenso mosaico com a saudação: "Bem-vindo R10". E Ronaldinho, logo em seu primeiro contato com a torcida, pôde provar que, realmente, Flamengo é Flamengo. Depois do jogo, sozinho no gramado, ele beijou a camisa, reverenciou a torcida e foi, mais uma vez, ovacionado. Uma cena histórica no Engenhão.

Ele esperou um pouco para pisar no gramado. Todos os seus companheiros entraram antes. Com a faixa de capitão no braço, a tradicional bandana preta na cabeça e o número 10 às costas. Muitos torcedores rubro-negros ainda pareciam incrédulos. Lá estava o craque, duas vezes melhor do mundo, prestes a estrear pelo Rubro-negro.  E na hora de entrar em campo, não apenas caminhou. Pulou, motivou os companheiros, saudou seus novos súditos e, com certeza, reafirmou em sua cabeça o que já havia dito em diversas entrevistas: aquilo era diferente de tudo o que ele já viveu no futebol.

Com a bola rolando, o que se viu foi um Ronaldinho participativo e com um espírito de liderança já muito grande no elenco. A faixa de capitão parece ter caído bem. Ele orientou, gritou, elogiou, reclamou... E é claro, aprontou das suas. Bateu faltas com perigo, deu cruzamentos primorosos, tabelou, pedalou e deu até toque de letra.

Obviamente, foi ovacionado a cada toque que deu na bola durante os surpreendentes 90 minutos em que ficou em campo. No segundo tempo, mais solto, ele apareceu até mais solto do que no primeiro e saiu de campo ovacionado pela torcida, festejado pelos companheiros e, é claro, assediado pelos jornalistas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário