Ele esperou um pouco para pisar no gramado. Todos os seus companheiros entraram antes. Com a faixa de capitão no braço, a tradicional bandana preta na cabeça e o número 10 às costas. Muitos torcedores rubro-negros ainda pareciam incrédulos. Lá estava o craque, duas vezes melhor do mundo, prestes a estrear pelo Rubro-negro. E na hora de entrar em campo, não apenas caminhou. Pulou, motivou os companheiros, saudou seus novos súditos e, com certeza, reafirmou em sua cabeça o que já havia dito em diversas entrevistas: aquilo era diferente de tudo o que ele já viveu no futebol.
Com a bola rolando, o que se viu foi um Ronaldinho participativo e com um espírito de liderança já muito grande no elenco. A faixa de capitão parece ter caído bem. Ele orientou, gritou, elogiou, reclamou... E é claro, aprontou das suas. Bateu faltas com perigo, deu cruzamentos primorosos, tabelou, pedalou e deu até toque de letra.
Obviamente, foi ovacionado a cada toque que deu na bola durante os surpreendentes 90 minutos em que ficou em campo. No segundo tempo, mais solto, ele apareceu até mais solto do que no primeiro e saiu de campo ovacionado pela torcida, festejado pelos companheiros e, é claro, assediado pelos jornalistas.
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