Ladrão é ladrão. Não há diferenças entre um ladrão de galinha e outro de colarinho branco
VERGONHA É O QUE PENSA A SOCIEDADE (artigo)
Soube que a loja acionara a polícia em face do senhor se recusar a pagar um tablete de chicletes escondida no bolso e que não passara no caixa. Haveria imagens de vídeo comprovando o furto.
Vendo a cena e sabendo o que ocorreu, as pessoas que saíam e entravam no supermercado teciam seus comentários. “É uma vergonha o cara se sujar por causa de um chiclete”, era esta a opinião da maioria.
Mais deprimente do que o afano de um chiclete é o conceito que fazemos do grau do delito. “Sujar-se” por uma mixaria é inaceitável e vergonhoso. Mas se o roubo é de outra grandeza, aí aparecem variadas justificativas favoráveis, dentre as quais, de que os valores envolvidos compensam o crime.
Partindo desta premissa é fácil fazer uma correlação com o câncer da corrupção que tomou conta do País. A culpa pela depravação que ora vivemos não possui raízes na classe política, nos funcionários públicos desonestos e muito menos no crime organizado. Estes são ramificações oriundas de uma peça principal: a sociedade.
Não há diferenças entre um ladrão de galinha e outro de colarinho branco. Nem mesmo com a desculpa delinqüente daqueles que alegam a “desigualdade social” em invasões de galinheiro.
Ladrão é ladrão e ponto final.
Por Josenildo Carlos
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